quinta-feira, 24 de julho de 2008

Comunazismo Capimunista

por Arlindo Montenegro
Outro dia um leitor do Alerta Total fez um comentário: “Eu tentando abrir os olhos do povo antes que seja tarde, 37 petistas me atacando.” Isto me levou a alinhar um pouco da metodologia de propaganda, um pouco de história associada às práticas correntes neste “nosso” País, neste nosso mundo.
Vou alinhar informação documentada, para demonstrar como os controladores abordam todas as áreas culturais de uma sociedade, induzindo ativistas ignorantes para eliminar todas as barreiras da organização econômica capitalista, todas as barreiras postas por valores morais, todas as normas jurídicas e tradição que possa limitar sua iniciativa e retardar o objetivo dos que se conservam no poder, mantendo povos colonizados e servis.
Propaganda, comparações históricas. 
Comunismo e Nazismo, são duas experiências de organização do Estado, que guardam muita semelhança na utilização da propaganda para induzir comportamentos sociais, bem como nas práticas de eliminação e perseguição de dissidentes, tratamento da cultura e preparação da guerra.
O termo foi cunhado em 1622, pelo Papa Gregório XIII, ao estabelecer a Comissão para a Propagação da Fé. Era o tempo da Reforma protestante e a Igreja reforçava o trabalho de divulgação da fé pelo mundo afora. Note-se que a fé, como a ideologia, é uma concepção pronta e acabada, indiscutível, aberta ao dogmatismo, recusando portanto a rejeição e a crítica.
Aqui temos a origem da filosofia que fundamenta a ação dos partidos totalitários: rejeição categórica de qualquer crítica ou rejeição. Não toleram o raciocínio que liberta as mentes e guia para a ação plural, criativa. O comportamento dogmático exige obediência cega. E tem sido utilizado no decorrer da história para dividir, para fixar a luta de classes e perpetuar o poder de oligarcas.
A propaganda surgiu como ferramenta para divulgar idéias transcendentais num mundo habitado por pessoas que não tinham acesso a nenhuma escola que não fossem as igrejas. Num mundo de analfabetos. 
Em 1623, o Papa Urbano VII fundou o “Colégio da Propaganda”, para formar padres. E mais tarde, em 1662, a encíclica de Gregório XV, Inscrutabili, documenta a criação do Colégio de Cardeais denominado De Propaganda Fide, responsável pela manutenção e difusão da fé católica.
No século XIX, para confrontar e substituir a fé cristã em particular e no geral as demais crenças dos povos no poder transcendental que alimenta o espírito dos livres, os comunistas criaram a mais poderosa máquina de propaganda sob direção da KGB. Mais tarde, a propaganda política nazista especializou as práticas soviéticas explorando com ferramentas psicológicas as emoções populares.
Joseph Paul Goebbels, tornou-se ministro da Propaganda Nazista em 13 de março de 1933, cargo que manteve até 1º de maio de 1945, quando suicidou-se depois de matar a mulher e os filhos.
Num dos seus discursos descreve a metodologia: “A propaganda não precisa ser rica em conteúdo intelectual” e é dirigida às massas, ao povão menos favorecido intelectualmente, para explorar os que se deixam guiar pelos sentimentos, sem pensar. A propaganda, face à compreensão limitada do povo, deve ser centrada em pequenos pontos repetitivos.
Tal como fazem os comunistas com as palavras de ordem” e vocabulário repetitivo “contra a exploração capitalista”, “contra o imperialismo americano” ou “a religião é o ópio do povo”. Mais atualmente, de modo refinado e globalizado falam da paz”, da “fome”, da “universalização de bens para a preservação da vida no planeta”, da “solidariedade”, etc.
É o próprio Hitler em seu livro de memórias “Minha Luta” quem diz que na propaganda tudo é permitido, mentir, caluniar... E o maior propagandista nazista, Goebbels, acrescenta que na formulação de uma propaganda, devem ser usadas experiências existentes. Hitler, (como Fidel Castro e Chavez) fazia discursos grandiosos, longos, agressivos, sempre contendo palavras escolhidas como: imperialismo, ódio, força, esmagar, cruel. Eram mestres em acenar com desejos sempre postos num ponto futuro indefinido. E seus seguidores, durante o século passado, através das artes e da propaganda sistemática, utilizando as tecnologias de ponta da comunicação, trataram de aniquilar todas as fronteiras morais, econômicas, institucionais, jurídicas e estéticas.
O totalitarismo do Estado moderno é uma cria monstruosa do bacanal comunazista. O totalitarismo atual pode ser designado capimunismo. As práticas e objetivos são semelhantes. A propaganda tornou-se a arma por excelência para calar a razão e implantar a mesmice dogmática dos benefícios da globalização da economia, da eliminação da privacidade, da realização do mais poderoso projeto de controle das pessoas.
Combinando os recursos de propaganda com a violência de rua contra os inimigos políticos, Goebbels conseguiu ampliar as bases do nazismo, tornando o movimento cada vez mais conhecido. Como não havia televisão, foi utilizado o jornal Der Angriff (O Ataque), para implantar as posições nazistas de forma agressiva, atacando principalmente judeus e comunistas.
Combinando os recursos da propaganda com os ideais democráticos, Edward Bernays, desenvolveu a metodologia hoje utilizada para manter o poder de partidos e o mesmo poder financeiro empresarial e do Estado, seja qual for a ideologia dos governantes. Como o cinema até meados do século passado, a televisão que hoje está em todos os lares utiliza a emoção, as cores e palavras escolhidas para manter a ilusão e os desejos de cada gueto criado pelos poderosos, que mantêm a divisão de classes facilitando o controle.
Hoje são implantadas as informações encomendadas pelos controladores financeiros de conglomerados multinacionais da indústria química, bélica, mineração, comunicações e pelos organismos governamentais que mantêm os interesses objetivos da economia globalizada. RG, CPF, Cartões de Crédito, senhas (assinaturas) eletrônicas permitem saber em qualquer parte do planeta, a qualquer instante quem é quem e até preferências pessoais.
Em resumo, o Estado atual, copia Hitler, utiliza grandes espetáculos para converter as pessoas em peças figurantes, para reforçar sua imagem de poder e animar os militantes que perdem a visão de Pátria, para servir à “estrela vermelha”, ou à “foice e o martelo” ou aos símbolos das grandes empresas, agredindo a comunidade maior.
O resultado final desta política é aliciar os que se encontram fora da política partidária ou empresarial maravilhosa que dá nó em fumaça e pode tudo contra todos. A política que dirige a propaganda para diminuir e perseguir sistematicamente quem lhe seja contrário e contestador.
Referencias: 
- M.T.Garcia Nieto. “La propaganda como fuente de las relaciones públicas
Ion Mihai Pacepa.  “Red Horizons
Edward Bernays. “Propaganda
Arlindo Montenegro é Apicultor
Fonte: Alerta Total

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